17.8.10

Left Handed Poetry, XXVI

quero uma garrafa
de mentira boa
como companhia
uma como só as boas sabem
ser boas companheiras

quero o mundo bom
para jogá-lo no muro
pisar com força nos cacos
até que o mundo vire um bom açúcar

quero pegar umas duas doses dessa boa mentira
um punhado desse bom açúcar de mundo
um dos meus limões
que estes não me faltam
misturar e beber até que tudo volte a fazer sentido





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